Não quero zelo
nem quero tédio.
Sou de margens largas,
de mergulhos profundos.
Rio que deságua em leitos tórridos.
Às moças virgens: "fodam-se".
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Nova arqueologia
Um dia,
quero encontrar sinais,
indícios,
da existência humana em lugares absolutamente improváveis.
Imagine descobrir mensagens
deixadas por funcionários de uma filial da McDonald's
- marcas de uma reflexão,
talvez, de uma crítica,
escritas atrás de um forno,
debaixo de uma cadeira.
Em uma fábrica da Apple,
registros de poesia,
de música,
de pintura.
Quem sabe, até mesmo em uma universidade,
poderíamos encontrar algum traço de inteligência.
Pequenas manifestações de resistência.
Tentativas sussurrantes de dizer:
"eu estive aqui".
E daí nasceria uma arqueologia completamente diferente.
quero encontrar sinais,
indícios,
da existência humana em lugares absolutamente improváveis.
Imagine descobrir mensagens
deixadas por funcionários de uma filial da McDonald's
- marcas de uma reflexão,
talvez, de uma crítica,
escritas atrás de um forno,
debaixo de uma cadeira.
Em uma fábrica da Apple,
registros de poesia,
de música,
de pintura.
Quem sabe, até mesmo em uma universidade,
poderíamos encontrar algum traço de inteligência.
Pequenas manifestações de resistência.
Tentativas sussurrantes de dizer:
"eu estive aqui".
E daí nasceria uma arqueologia completamente diferente.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
O Crime
Queria
cometer um crime
e
tive uma ideia.
Uma
ideia transgressora,
mesmo
que determinada pela minha vontade.
Uma
ideia criminosa,
apesar
de submetida a um sistema carcerário gramatical.
Uma
ideia sem restrições,
ainda
que aprisionada numa folha pautada, com grades de papel.
Queria
cometer um crime
e
tive uma ideia.
A
ideia era o crime.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Cabeça Descabaçada
Pense sem camisinha.
Reflita sem cuidado.
Rompa o hímen de sua cabeça,
e descabace a sua mente
com um "por quê?" bem grande.
Afinal, pensar também é gozar.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Professor
Um soldado das ideias,
cujas granadas de dúvidas
sejam atiradas contra muros de certezas.
Um terrorista para estourar sua cabeça,
demolindo edifícios teóricos.
Alguém que,
ignorando seus receios,
te ensine a duvidar.
cujas granadas de dúvidas
sejam atiradas contra muros de certezas.
Um terrorista para estourar sua cabeça,
demolindo edifícios teóricos.
Alguém que,
ignorando seus receios,
te ensine a duvidar.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Poção Mágica
Nada ou quase nada.
O real nunca se deixou dizer,
O real nunca se deixou dizer,
nunca se deixou representar.
Palavras, ilusões, metáforas, mitos.
Qualquer ideia de mundo é apenas ideia,
não mundo.
Compreender é da ordem da magia,
escrever também.
escrever também.
A verdade inscrita no que é dito o supera infinitamente.
Nada ou quase nada.
Nada ou quase nada.
O círculo
Vire a ampulheta
e terás de volta das cinzas a ambição.
A chama o processo reinicia,
suscitando o movimento
lançado peito aberto
nas águas negras do vazio espaço
em que se reproduz o tempo.
Assinar:
Postagens (Atom)